O martírio do amor

Fui um louco talvez! Amar-te tanto,
na noite deste amargo caminhado.
Ébrio de amor, assaz desanimado,
sigo em frente, baldado pelo encanto.

Quantas noites de insônia e longo pranto
passei pelas lembranças açoitado
refém do teu querer tão descuidado,
sendo fantoche desse desencanto.

A risonha esperança esvaecida
é piada na minha triste vida,
que ainda pranteia em tua ausência!

Sonho acordado num fatal delírio,
depois de padecer com teu martírio,
velarei a pensar nessa inocência! 

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