Crepúsculo

De tarde, quando penso em minha vida...
Os sonhos dissipando-se no vento!
A alma, que jaz cansada e entristecida,
Reflete a dor que sinto em meu tormento.

As sombras do passado, em despedida...
Invadem-me sem dar consentimento,
E a solidão, que outrora foi querida,
Transforma-se em cruel abatimento.

Caminho nesta senda sem ventura,
Vivendo eternamente em desventura,
Num ápice de grande brevidade...

E enquanto o dia finda em seus matizes,
Irmano-me aos chamados infelizes,
Que o mesmo sentem nesta mortandade!

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