Perdido

Por muito tempo caminhei perdido,
A contestar os próprios pensamentos...
Entre dilemas e segundos lentos,
Na busca de propósito ou sentido!

Mas não se sinta agora comovido...
Pois sigo ainda o rastro dos fragmentos,
De quem um dia, em sonhos nevoentos,
Foi todo, pela vida, destruído...

E o vil destino, em tétrico martírio,
Sem dó nem trégua, lança-me o delírio!
Onde existo sem ter nenhum critério...

Então caminho sem buscar um norte,
Sabendo que, talvez em minha morte,
Resposta encontrarei no cemitério!

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